É. Amy fez o que muita gente esperava. Morreu, jovem, como muitos dos grandes gênios da minha geração e da geração passada. Lá se foi mais uma. Assim como Janis, Jim, Jimi, Brian e Kurt. Entrou para o seleto clube que vai além daquele com jovens músicos que morreram aos 27. Entrou para o grupo dos geniais, dos que não temeram levar a vida ao extremo, assim como seus próprios limites. Viveu com a genialidade que vivem aqueles que estão no mundo errado. Esse é o tipo de gente que nasce uma em um milhão. São aqueles que não foram feitos para essa realidade, essa sociedade, esse jeito de ser e de viver. Eles estão muito além, vão muito além, não são páreo para nós. Por isso são imortais.
Amy não precisou morrer para se tornar uma lenda. Mas, certamente agora, vai ser isso e mais um pouco. Moralistas e babacas vão repetir que ela era uma “bêbada e drogada, um péssimo exemplo para juventude”. Eu acredito que a Amy, ao contrário, foi um dos maiores exemplos para a “juventude” bundamole, mostrando que a vida é horrível, que as coisas dão errado e que a relidade dói e faz chorar. Que é preciso ter coragem para passar por tudo isso, mas se não der, não deu. É preciso viver plenamente, do jeito que for melhor para você. E se morrer cedo for o preço, que assim seja.
Arrisco-me a dizer que Amy sabia que morreria jovem. E fez a escolha que considerou melhor para ela.
Amy, linda, em Back to Black.
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julho 26, 2011 às 3:07 pm |
Eu concordo que o mundo precisa de muito mais Amys do que Sandys, e que é um saco enorme ouvir comentários moralistas (não aguento mais!). E ainda também acho que talvez ela soubesse que morreria cedo, mas para mim falar que foi uma escolha é um pouco errado quando se trata de vícios. Não foi uma escolha, foi uma consequência de seus vícios que, no caso dela, já era uma doença. Quando chega neste estágio de doença, acho que não se trata mais de escolhas, ainda mais entre as celebridades, que não tem nem chance de escolher nada…