Em homenagem à conversa que permeou todo o meu almoço de hoje, me apropriarei das palavras do farmacêutico:
“O meu Deus é o Deus de Sócrates, de Franklin, de Voltaire e de Béranger! Eu sou pela ‘profissão de fé do vigário saboiano’ e pelos princípios imortais de 1789! Por isso não admito um Deus que passeie no seu jardim de bengala na mão, aloje os amigos no ventre das baleias, morra soltando um grito e ressucite ao fim de três dias: coisas absurdas por si mesmas e completamente opostas, além disso, a todas as leis da física; o que nos demonstra, de resto, que os padres tem sempre permanecido numa ignorância torpe, na qual se esforçam por mergulhar as populações” (1).
(1) FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. Tradução por Araújo Nabuco. São Paulo: Abril Cultural, 1970. P. 63.
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